Saiba como proteger o seu cão ou gato do frio e da chuva, cuidar das patas, adaptar os passeios e garantir conforto durante o inverno.
Com a chegada de novembro, os dias tornam-se mais frios, a chuva aparece com maior frequência e os passeios passam a exigir alguns cuidados extra. Para os nossos cães e gatos, as mudanças de temperatura e a humidade podem influenciar o conforto, a rotina e até a saúde.
Embora alguns animais estejam mais preparados para enfrentar o frio do que outros, todos beneficiam de cuidados adaptados às suas necessidades. Afinal, quem anda à chuva, cuida-se!
Descubra como proteger o seu patudo durante os meses mais frios e chuvosos.
1. Seque bem o seu animal depois dos passeios
Depois de um passeio à chuva, é importante remover a humidade do pelo e da pele. Utilize uma toalha para secar cuidadosamente o seu cão, dando especial atenção à barriga, às patas, às orelhas e às zonas onde a água se pode acumular.
Se utilizar um secador, escolha uma temperatura baixa ou morna, mantenha uma distância segura e evite direcionar o ar quente para uma única zona durante muito tempo.
A humidade prolongada pode favorecer irritações cutâneas e agravar alguns problemas de pele, sobretudo em animais com pelo denso ou com pregas cutâneas.
Dica: deixe uma toalha à entrada de casa para tornar este cuidado parte da rotina após cada passeio.
2. Dê atenção especial às patas
As patas estão em contacto direto com o chão molhado, a lama e a sujidade. Por isso, depois dos passeios, limpe-as e seque-as cuidadosamente.
Aproveite também para verificar se existem pequenas feridas, fissuras, vermelhidão ou sinais de desconforto. Se o seu animal lamber insistentemente as patas ou começar a coxear, poderá ser necessário avaliar a situação.
Manter o pelo entre os dedos aparado, quando adequado, também pode ajudar a evitar a acumulação de sujidade e humidade. Se utilizar produtos específicos para as patas, certifique-se de que são adequados para animais.
3. Adapte os passeios ao frio e à chuva
A chuva não significa que os passeios tenham de desaparecer da rotina. Para os cães, continuam a ser importantes para o exercício físico, a exploração do ambiente e a estimulação mental.
No entanto, pode ser necessário adaptar a duração e o horário dos passeios às condições meteorológicas e às características do animal.
- Prefira os períodos menos frios e chuvosos, sempre que possível.
- Faça passeios mais curtos se necessário, especialmente com animais que toleram mal as baixas temperaturas.
- Considere um impermeável ou casaco adequado para cães mais sensíveis ao frio, de pelo curto, pequenos ou idosos.
- Mantenha o animal seguro, evitando zonas alagadas, superfícies escorregadias e locais onde a visibilidade seja reduzida.
Os gatos que vivem exclusivamente no interior devem continuar a ter oportunidades de brincar e explorar dentro de casa, mesmo quando o tempo não permite atividades no exterior.
4. Prepare um espaço quente, seco e confortável
Depois de um passeio ou de um momento de brincadeira, os animais precisam de um local onde possam descansar confortavelmente.
Prepare uma cama seca e acolhedora, afastada de correntes de ar e do contacto direto com o chão frio. Garanta que o seu patudo consegue aceder facilmente ao espaço, sobretudo se tiver idade avançada ou dificuldades de mobilidade.
Evite colocar camas demasiado próximas de aquecedores ou utilizar fontes de calor que possam provocar queimaduras. O animal deve conseguir afastar-se do calor sempre que quiser.
Nos gatos, mantas, camas confortáveis e esconderijos tranquilos podem ajudar a manter o conforto e a segurança durante os dias mais frios.
5. Saiba reconhecer os sinais de frio
Nem todos os animais reagem da mesma forma às baixas temperaturas. A idade, o tamanho, o tipo de pelo, a condição física e o estado de saúde influenciam a capacidade de conservar o calor corporal.
Esteja atento a sinais como:
- Tremores;
- Postura encolhida ou procura insistente por locais quentes;
- Relutância em sair ou continuar o passeio;
- Levantar frequentemente as patas do chão;
- Apatia ou alterações de comportamento.
Se o seu animal apresentar sinais de frio, leve-o para um local seco e abrigado e aqueça-o gradualmente com mantas. Se os sintomas forem intensos, persistirem ou surgirem sinais como fraqueza, confusão ou dificuldade em respirar, contacte um médico veterinário com urgência.
Não atribua automaticamente a falta de energia ou as alterações de comportamento ao frio: podem existir outras causas que necessitam de avaliação.
6. Não descuide os cuidados de saúde durante o inverno
Os cuidados preventivos não devem ser interrompidos com a chegada do frio. A vacinação, a desparasitação, a alimentação adequada e a vigilância do estado geral continuam a ser importantes ao longo de todo o ano.
A frequência dos cuidados deve ser ajustada ao estilo de vida, à idade e às necessidades de cada animal, com orientação médico-veterinária.
Se notar alterações na pele, comichão persistente, tosse, desconforto, diminuição do apetite ou mudanças significativas no comportamento, procure aconselhamento veterinário. Quanto mais cedo uma alteração for avaliada, mais rapidamente poderá ser definida a abordagem adequada.
Cada patudo tem as suas necessidades
Não existe uma única forma de preparar todos os animais para os meses frios. Um cão jovem e ativo pode tolerar os passeios à chuva de maneira diferente de um cão sénior, de um animal de pelo curto ou de um patudo com problemas de saúde.
O mais importante é observar, adaptar os cuidados e garantir que o seu companheiro se mantém confortável, seguro e saudável.
No Centro Veterinário São Jorge, estamos aqui para ajudar a cuidar do seu patudo em todas as estações. Se tiver dúvidas sobre os cuidados mais adequados ao seu animal durante os meses frios, fale connosco.

